Rodrigues & Bernardo Advogados Associados
Agendar consulta
Área de atuação

Planejamento patrimonial para famílias e empresários

Planejamento patrimonial é a organização jurídica dos bens da família e da empresa para reduzir riscos, separar o patrimônio pessoal do negócio e preparar a sucessão. É indicado para famílias empresárias, médicos, profissionais liberais e investidores, e começa por uma sessão de viabilidade sobre os bens, o regime de casamento e os riscos da atividade.

Conteúdo da equipe Rodrigues & Bernardo Advogados Associados · Alphaville, Barueri (SP) · Atualizado em outubro de 2026

Qual a diferença entre planejamento patrimonial e planejamento sucessório?

O planejamento patrimonial organiza e protege o patrimônio durante a vida, enquanto o planejamento sucessório define como esse patrimônio será transmitido aos herdeiros. Os dois se complementam: um patrimônio bem organizado é mais simples de transmitir, e uma sucessão bem desenhada depende de bens com estrutura clara.

AspectoPlanejamento patrimonialPlanejamento sucessório
Objetivo principalOrganizar, administrar e reduzir riscos sobre os bens hoje.Definir a transmissão dos bens aos herdeiros.
HorizontePresente e médio prazo.Longo prazo e continuidade entre gerações.
Perguntas que respondeComo separar bens pessoais e da empresa? Como o regime de bens afeta o patrimônio? Como planejar a tributação dentro da lei?Quem recebe o quê? Como evitar disputas? Como reduzir a dependência do inventário?
Instrumentos comunsEstrutura societária, holding patrimonial, pacto antenupcial, contratos, seguros.Doação com reserva de usufruto, testamento, cláusulas de proteção, partilha em vida, holding familiar.

Para quem faz sentido o planejamento patrimonial?

O planejamento patrimonial faz sentido para qualquer pessoa ou família que tenha bens a organizar ou uma atividade profissional com riscos próprios. Não existe patrimônio mínimo: patrimônios em formação também se beneficiam, porque decisões tomadas cedo evitam reorganizações mais caras no futuro.

  • famílias empresárias com bens pessoais misturados aos da empresa;
  • médicos, dentistas, advogados, engenheiros e outros profissionais liberais;
  • investidores imobiliários com imóveis em nome próprio ou de várias empresas;
  • produtores rurais que concentram terra, máquinas e atividade na pessoa física;
  • casais que vão se casar, formalizar união estável ou que já têm patrimônio relevante formado antes da união.

Como médicos, profissionais liberais e empresários separam o risco pessoal do risco do negócio?

A separação é feita com uma estrutura jurídica adequada à atividade, que distingue o patrimônio usado na operação do patrimônio pessoal e familiar. Isso não elimina a responsabilidade do profissional, mas evita que todos os bens fiquem expostos da mesma forma a qualquer risco da atividade.

Os pontos que costumamos analisar são:

  • Estrutura da atividade: o tipo societário, o contrato social e o acordo de sócios da clínica, do consultório ou da empresa.
  • Bens fora da operação: imóveis e investimentos que não participam do negócio podem ser organizados em estrutura própria, como uma holding patrimonial, com contabilidade separada.
  • Responsabilidade profissional: profissionais liberais respondem pessoalmente pelos próprios atos, mediante verificação de culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º). Por isso, contratos bem redigidos, documentação técnica e seguro de responsabilidade civil fazem parte do planejamento.
  • Riscos trabalhistas e tributários: obrigações em dia e gestão regular da empresa reduzem a chance de dívidas alcançarem os sócios.

Proteção patrimonial lícita: o que a lei permite e o que não permite

A lei permite organizar o patrimônio com antecedência e com finalidade legítima, como gestão, sucessão e separação de riscos. Ela não permite usar estruturas para esvaziar bens e deixar de pagar credores. Nenhuma estrutura oferece proteção absoluta, e é por isso que o planejamento precisa vir antes das dívidas, não depois delas.

O que a lei permite:

  • constituir sociedades e holdings para administrar bens;
  • escolher o regime de bens por pacto antenupcial ou contrato de união estável;
  • doar bens com cláusulas de incomunicabilidade, impenhorabilidade e inalienabilidade, observados os limites legais;
  • contratar seguros e planejar a tributação dentro da lei.

O que a lei não permite:

  • Fraude contra credores: transferir bens quando já se está em insolvência, ou ficando insolvente com a transferência, em prejuízo de credores. O ato pode ser anulado (Código Civil, arts. 158 a 165).
  • Fraude à execução: alienar bens quando já existe processo capaz de levar à insolvência. A transferência é ineficaz perante o credor (Código de Processo Civil, art. 792).
  • Abuso da personalidade jurídica: em caso de desvio de finalidade ou confusão patrimonial, o juiz pode aplicar a desconsideração da personalidade jurídica e alcançar os bens dos sócios, ou, na forma inversa, os bens da empresa por dívidas do sócio (Código Civil, art. 50).

Como o regime de bens e o pacto antenupcial entram no planejamento patrimonial?

O regime de bens define quais bens são comuns ao casal e quais são individuais, e por isso afeta diretamente a empresa, os imóveis e a sucessão. Sem pacto antenupcial, o casamento segue a comunhão parcial de bens (Código Civil, art. 1.640), em que, em regra, os bens adquiridos onerosamente durante a união se comunicam.

  • Pacto antenupcial: feito por escritura pública antes do casamento, permite escolher outro regime, como a separação convencional de bens.
  • União estável: o contrato escrito entre os companheiros define o regime. Sem ele, aplica-se a comunhão parcial (art. 1.725).
  • Mudança de regime: durante o casamento, depende de pedido judicial motivado de ambos os cônjuges, ressalvados os direitos de terceiros (art. 1.639, § 2º).
  • Quotas de empresa: conforme o regime, quotas e lucros podem se comunicar. O contrato social e o acordo de sócios devem prever o que acontece em caso de divórcio ou falecimento de um sócio.

O regime de bens também influencia a sucessão, porque o cônjuge pode concorrer com os descendentes conforme o regime adotado.

Como a tributação entra no planejamento patrimonial?

A tributação é analisada como parte do estudo, comparando cenários lícitos para o mesmo patrimônio, como manter imóveis na pessoa física ou em uma pessoa jurídica. Não existe resultado garantido: cada caso depende dos bens, da renda e das regras vigentes.

Avaliamos, entre outros pontos, a tributação de aluguéis e ganhos de capital, o ITBI na integralização de imóveis, o ITCMD em doações futuras, que é estadual e passou a ter alíquotas progressivas obrigatórias com a Emenda Constitucional 132/2023, e os custos de manutenção de cada estrutura.

Como trabalhamos e quanto custa o planejamento patrimonial?

Todo caso começa por uma sessão de viabilidade, e os honorários são definidos pela complexidade técnica e pelo escopo do trabalho, nunca por percentual do patrimônio. A proposta é apresentada depois da primeira conversa, antes de qualquer compromisso.

  1. Reunião preliminar: Uma conversa essencial para entender a família, os bens e o que precisa ser resolvido, e indicar se faz sentido seguir para a sessão de viabilidade.
  2. Sessão de viabilidade: diagnóstico dos bens, das empresas, do regime de casamento, das dívidas e dos riscos da atividade.
  3. Cenários comparados: alternativas com custos, tributos, vantagens e limites de cada uma.
  4. Projeto: contratos sociais, acordo de sócios, pacto antenupcial, escrituras e demais documentos.
  5. Implementação: registros, transferências e recolhimento dos tributos devidos, em conjunto com a contabilidade da família.
  6. Acompanhamento: revisão periódica diante de mudanças na família, nos negócios ou na legislação.

Custos de terceiros, como cartório, registros e tributos, são estimados à parte na sessão de viabilidade.

Perguntas frequentes

O que é planejamento patrimonial?

É a organização jurídica dos bens de uma pessoa, família ou empresa para facilitar a gestão, reduzir riscos, separar o patrimônio pessoal do patrimônio do negócio e preparar a sucessão. Envolve estrutura societária, regime de bens, contratos, seguros e análise tributária. O trabalho começa por uma sessão de viabilidade, que mostra quais instrumentos fazem sentido para aquele patrimônio e aquela família.

Blindagem patrimonial é crime?

Organizar o patrimônio com antecedência e finalidade legítima é permitido por lei. O que é ilícito é transferir ou ocultar bens para frustrar credores, o que pode configurar fraude contra credores ou fraude à execução e, conforme o caso, até crime. Por isso, trabalhamos com proteção patrimonial lícita, feita antes de dívidas e sem promessa de proteção absoluta.

A holding protege o patrimônio de dívidas?

A holding separa bens e organiza a gestão, mas não torna o patrimônio imune a dívidas. Se for criada para fugir de credores já existentes, as transferências podem ser anuladas ou declaradas ineficazes. Havendo confusão patrimonial ou desvio de finalidade, a Justiça pode aplicar a desconsideração da personalidade jurídica. Usada corretamente e com antecedência, ela é um instrumento legítimo de organização.

Médico precisa de planejamento patrimonial?

Médicos e outros profissionais liberais costumam se beneficiar, porque respondem pessoalmente pelos próprios atos profissionais e muitas vezes concentram bens na pessoa física. O planejamento organiza a clínica ou o consultório, separa os bens que não participam da atividade, revisa contratos e seguros e considera o regime de casamento. Não há patrimônio mínimo para começar.

Preciso mudar o regime de bens do meu casamento?

Nem sempre. A sessão de viabilidade avalia se o regime atual atende aos objetivos da família ou se outros instrumentos, como contrato social, acordo de sócios e doações com cláusula de incomunicabilidade, resolvem a questão. Se a mudança for recomendada, ela depende de pedido judicial motivado de ambos os cônjuges e preserva os direitos de terceiros.

Quanto custa um planejamento patrimonial?

Os honorários são definidos pela complexidade técnica e pelo escopo: número de bens e empresas, estruturas envolvidas e documentos necessários. Nunca cobramos percentual sobre o patrimônio. A proposta é apresentada depois da primeira conversa, antes de qualquer compromisso. Custos de cartório, registros e tributos são estimados separadamente na sessão de viabilidade.

Qual é o melhor caminho para a sua família?

A resposta depende dos seus bens, do regime de casamento e dos herdeiros. Na sessão de viabilidade, um dos sócios avalia o seu caso e mostra as alternativas com números, antes de qualquer compromisso.

Falar com um sócio

Conteúdo informativo. Não substitui a análise individual do seu caso por um advogado.

Sessão de viabilidade

Cada família é única. O planejamento também.

Converse com um dos sócios e descubra, com números, qual estrutura faz sentido para o seu patrimônio. Sem patrimônio mínimo e sem percentual sobre os bens.

Rodrigues & Bernardo Advogados Associados

Holding familiar, planejamento patrimonial e sucessório sob medida. Cada caso começa por uma sessão de viabilidade, com atendimento direto dos sócios.

Escritório em Alphaville

Alameda Rio Negro, 503, sala 2005, Alphaville
Barueri, SP, 06454-000

Segunda a sexta, das 9h às 18h
Atendimento em Curitiba, São Paulo e online
(11) 5340-0021
[email protected]

© 2026 Rodrigues & Bernardo Advogados Associados. Todos os direitos reservados.Conteúdo informativo. Não substitui a análise individual do seu caso.Desenvolvido por Airticles.ai
Fale com a gente no WhatsApp